27/06/2017

PT entra em pânico após condenação de Palocci

PT entra em pânico após condenação de Palocci

Após a condenação de Antonio Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelas investigações da Operação Lava Jato, que ocorreu nesta segunda-feira (26), o ex-ministro da significativos passos na direção de um acordo de delação premiada, algo que poderá colocar o Partido dos Trabalhadores em situação de risco.

No caso de delação, Palocci precisará entregar alguns peixes grandes do partido. O ex-ministro atuou nos governos de Lula e Dilma coletando propinas de empresários e do mercado financeiro.
Em ritmo de manicômio, Gleisi diz que eleição sem Lula “será uma fraude”

Em ritmo de manicômio, Gleisi diz que eleição sem Lula “será uma fraude”

A atual presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman, divulgou um vídeo nas redes sociais defendendo a absolvição do criminoso Luiz Inácio Lula da Silva.

Confira alguns trechos da petista:

“Nós não vamos aceitar qualquer outro resultado que não a absolvição do presidente Lula nesse processo que está nas mãos do juiz Sergio Moro e que se refere ao tríplex”

“Não há prova nenhuma contra o presidente Lula”

“Não vamos aceitar a condenação ao presidente Lula porque entendemos que essa condenação tem como único objetivo impedir o presidente Lula de disputar as eleições”

“Sem Lula, as eleições presidenciais não terão legitimidade e não passarão de fraude”

Sabemos que ela nunca teve muita vergonha na cara, mas agora parece ter perdido o pouco que lhe restava.
Palocci tentou chantagear Moro para se safar e se enrolou de vez

Palocci tentou chantagear Moro para se safar e se enrolou de vez

O juiz Sergio Moro não cedeu à chantagem de Antonio Palocci.

Ele disse:

“Aliás, suas declarações em audiência, de que seria inocente, mas que teria muito a contribuir com a Operação Lavajato, só não o fazendo no momento pela ‘sensibilidade da informação’, soaram mais como uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da preventiva, do que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça”.

26/06/2017

Super Nintendo será relançado em setembro com 21 jogos na memória

Super Nintendo será relançado em setembro com 21 jogos na memória

Nova versão do console clássico virá com 'Star Fox 2', game que nunca chegou a ser lançado. Aparelho vai custar US$ 80.

Super Nintendo será relançado em 29 de setembro com 21 jogos na memória, anunciou a Nintendo nesta segunda-feira (26). A nova versão do console clássico da fabricante japonesa vai custar US$ 80 nos Estados Unidos e virá ainda com o game "Star Fox 2", que nunca chegou a ser lançado.

Como a Nintendo não tem mais representação oficial no Brasil, não há informação sobre a chegada do produto ao país.

Chamado de Super NES Classic Edition, o aparelho tem uma coleção de jogos de peso. "Super Mario World" (1990), "The Legend of Zelda: A Link to the Past" (1991) e "Super Metroid" (1994), games considerados altamente influentes até hoje, são alguns dos títulos inclusos. Veja abaixo a lista completa.

O novo Super Nintendo é bem menor que o original, vem com 2 controles e conta ainda com um cabo e uma saída HDMI, conexão mais comum atualmente para televisores de alta definição.

Onda retrô
Esse é o segundo console clássico que a Nintendo relança nos últimos anos. Em 2016, a empresa trouxe de volta o NES, ou "Nintendinho". A versão moderna do primeiro videogame doméstico da Nintendo vinha com 30 jogos na memória, mas rapidamente sumiu das prateleiras e, pouco tempo depois, parou de ser fabricada e vendida.

Na época, a Nintendo foi criticada por fãs e pelo próprio mercado por não suprir a demanda pelo NES Classic Edition.

Veja todos os games que virão no Super Nes Classic Edition:
"Contra III: The Alien Wars"
"Donkey Kong Country"
"EarthBound"
"Final Fantasy III"
"F-Zero"
"Kirby Super Star"
"Kirby’s Dream Course"
"The Legend of Zelda: A Link to the Past"
"Mega Man X"
"Secret of Mana"
"Star Fox"
"Star Fox 2"
"Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting"
"Super Castlevania IV"
"Super Ghouls ’n Ghosts"
"Super Mario Kart"
"Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars"
"Super Mario World"
"Super Metroid"
"Super Punch-Out!!"
"Yoshi’s Island"
Após prisão em Arcoverde, Globo dá ultimato a Fábio Assunção

Após prisão em Arcoverde, Globo dá ultimato a Fábio Assunção

Ator tem que se tratar. Caso contrário, ele vai para o olho da rua

Depois da prisão de Fábio Assunção em Arcoverde, no sertão de Pernambuco, no último sábado, a Globo resolveu dar um ultimato ao ator: ou ele se trata ou vai pro olho da rua.


O escândalo do fim de semana afetou toda a estratégia de divulgação do seriado ‘A Fórmula’, do qual Fábio faz parte. As chamadas da série na TV também tiveram que ser editadas para retirar as imagens do ator. Várias capas de revista estavam previstas com o ator e foram canceladas depois que ele foi preso por desordem e desacato. Agora, ou Fábio trata a sua dependência alcoólica e química, ou está fora do casting da emissora.

Fabio Assunção causa briga e ameaça funcionários de Hospital Memorial Arcoverde em Pernambuco

No fim de semana, cinco vídeos mostraram Fábio Assunção visivelmente alterado. Em um deles, o ator aparece algemado na caçamba de um camburão de polícia depois de quebrar o vidro da viatura. O ator grita com os policiais e desacata um sargento. Ele estava na cidade para divulgar o documentário gravado ao lado da namorada, Pally Siqueira, exibido na sexta na abertura oficial do São João.

‘Samba de Coco’ é um retrato da cidade de Arcoverde, estruturado a partir de depoimentos recolhidos pelas famílias responsáveis por fazer do coco uma das principais culturais da região.
Vídeo: Bruna Marquezine e Neymar aparecem juntinhos ao pé do ouvido em festa no Tardezinha

Bruna Marquezine e Neymar conversam ao pé do ouvido em festa no Rio

Ex casal se encontrou no evento 'Tardezinha', na Zona Sul do Rio

Bruna Marquezine e Neymar tiveram o primeiro reencontro após o término do namoro, notíciado pela coluna na última quinta. Os dois estiveram na Tardezinha, festa com show do Thiaguinho, no último domingo, na Zona Sul do Rio.

Bruna foi ao evento com os assessores e amigos Paulo Pimenta e Juliana Mattoni, além do fotógrafo André Nicolau. Já Neymar, estava acompanhado dos 'parças', dos atores Rafael Zulu, Thiago Martins, e dos jogadores Gabriel Jesus e Bruninho.


Os dois curtiram a festa em locais separados. O jogador subiu ao palco para cantar pagode com Thiaguinho, enquanto a atriz se jogou no funk em um cercadinho separado para ela e seus amigos.

Ao sair, Neymar fez questão de falar com a ex e eles tiveram uma conversa ao pé do ouvido cercada por curiosos, que filmaram o reencontro dos dois. 

Ao ouvir o ex-namorado, Bruna fez cara de poucos amigos e pareceu não entender o que ele estava dizendo, mas, logo depois, abraçou o jogador e continuou a conversa, para a esperança dos fãs que torcem por uma reconciliação.

Integrante de reality descrito como 'pegador de mulheres' faz parte de grupo gay

Integrante de reality descrito como 'pegador de mulheres' faz parte de grupo gay

Grupo em rede social tem a sugestiva alcunha ‘Clube do Bolinha’

Nos bastidores da Record, o comentário é que Maitê Proença estará em ‘Apocalipse’, a próxima novela da Record TV, que estreia em novembro. Maitê vai fazer a mãe do Sérgio Marone na trama.

Gabriela Flor (quem????), a ex-BBB 17 (ahhhhhhhhh!), quer continuar sob os holofotes. Ela quer uma chance na TV e espaço na mídia. A coluna, que é do bem, faz a sua parte, divulgando a moça neste modesto espaço.



Deus nos livre de fofoca, mas esse reality ‘A Casa’ vai render um bocado. Agora, a coluna descobriu que o participante Will Arruda, que aparece nas chamadas do reality como o ‘pegador de mulheres’, está num grupo de pegação gay do Facebook... O grupo tem a sugestiva alcunha ‘Clube do Bolinha’. E mais não digo.

Caio Castro trocou de namorada. O ator, que interpreta o Dom Pedro de ‘Novo Mundo’, terminou o relacionamento com a blogueira Laís Rasera e agora está com uma atriz da Record. A coluna deseja felicidades ao novo casal.

Reconhecida pelos seus agudos desafiadores, Vanessa Jackson foi convidada pelo diretor Rafael Mello para interpretar a diva pop Whitney Houston no primeiro e maior show da América Latina, em homenagem à diva pop: ‘Uma Saudação a Whitney Houston’. O musical, que já teve outras temporadas, será apresentado amanhã no Theatro Net Rio e na quarta-feira em São Paulo.
Declarações de Palocci sobre colaboração soaram como ‘ameaça’, diz Moro

Declarações de Palocci sobre colaboração soaram como ‘ameaça’, diz Moro

Condenado nesta segunda a 12 anos de prisão, ex-ministro disse ao juiz, em abril, que tinha 'muito a contribuir', mas não faria devido a 'sensibilidade da informação'



O juiz federal Sérgio Moro, dos processos em primeira instância da Operação Lava Jato em Curitiba, afirmou que as declarações do ex-ministro Antonio Palocci de que ele “teria muito a contribuir” com as investigações “soaram mais como uma ameaça”, do que “propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça”.

“O condenado é um homem poderoso e com conexões com pessoas igualmente poderosas e pode influir, solto, indevidamente contra o regular termo da ação penal e a sua devida responsabilização”, escreveu o juiz.

“Aliás, suas declarações em audiência, de que seria inocente, mas que teria muito a contribuir com a Operação Lavajato, só não o fazendo no momento pela ‘sensibilidade da informação’, soaram mais como uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da preventiva, do que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça.”

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà. É a primeira condenação do petista no escândalo Petrobrás.

Interrogado no dia 20 de abril, Palocci disse que estava disposto a colaborar. “Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato.”

O ex-ministro, que contratou um escritório de advocacia de Curitiba que faz acordos de delação, tem buscado o Ministério Público Federal para negociar um acordo – ainda sem sucesso.

“Antônio Palocci Filho deverá responder preso cautelarmente eventual fase recursal”, decidiu Moro. “A prática serial de crimes graves, com afetação da integridade de pleitos eleitorais no Brasil e no estrangeiro, coloca em risco a ordem pública e constitui elemento suficiente para justificar a manutenção da preventiva.”



Processo. A ação apontou pagamentos de USD 10.219.691,08 em propinas, referentes a contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht – com a Petrobrás, por intermédio da Sete Brasil.

“Além disso, o crime insere-se em um contexto mais amplo, revelado nestes mesmos autos, de uma conta corrente geral de propinas com acertos de até R$ 200 milhões”, escreveu Moro, em sua sentença.

Os pagamentos teriam sido efetuados pelo Setor de Operações Estruturadas das Odebrecht, no qual Palocci era identificado como “Italiano”. Os pagamentos estão registrados em planilha apreendida no Grupo Odebrecht de título “Posição Programa Especial Italiano”.

Os delatores da Odebrecht confessaram que Palocci era “Italiano”, e que era responsável pelo “caixa geral” de acertos de propinas entre o grupo e PT.

Os pagamentos, que totalizaram US$ 10 milhões, foram feitos sob supervisão de Paloccim, entre 2012 e 2013, para João Santana. “Tais pagamentos encontrariam correspondência em lançamento na planilha que retrataria o “caixa geral” da propina a título de “Feira (pgto fora=US10MM)”, sendo “Feira” o codinome atribuído pelo Grupo Odebrecht ao casal de publicitários”, destaca Moro, na sentença.

Foram condenados ainda os marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobrás Renato de Souza Duque, os ex-executivos da Sete Brasil João Carlos Ferraz e Eduardo Vaz Musa, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, e Hilberto Silva Mascarenhas, Fernando Migliaccio, Luiz Eduardo Soares, Marcelo Rodrigues e
Olívio Rodrigues.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALESSANDRO SILVERIO, QUE DEFENDE ANTONIO PALOCCI
“Nós articularemos o devido termo de apelação, tendo em vista que não concordamos com os termos da sentença. Posteriormente, ao apresentarmos as razões de apelo, sustentaremos, como sustentado foi em sede de alegações finais, que os fatos narrados na denúncia, em relação ao ex-ministro, são fatos atípicos. Ou seja: continuaremos sustentando a inocência do ex-ministro quanto aos fatos que justificaram, na ótica do digno magistrado de piso, sua condenação”.
Delator, Marcelo Odebrecht é condenado a 10 anos por Moro

Delator, Marcelo Odebrecht é condenado a 10 anos

Apesar de ressaltar o papel da delação do executivo, o juiz federal Sérgio Moro entendeu que 'não cabe, porém, o perdão judicial', ao considerar a 'gravidade dos crimes praticados' pelo empreiteiro



Mesmo na condição de delator, o executivo Marcelo Odebrecht foi condenado a 10 anos de detenção, nesta segunda-feira, 26, em ação penal, no âmbito da Operação Lava Jato, na qual é acusado de pagar US$ 10,2 milhões em propinas aos marqueteiros de campanha João Santana e Mônica Moura, em 2013, com o aval do ex-ministro Antônio Palocci. O regime inicial fechado de dois anos e meio fixado ao empresário já é cumprido desde junho de 2015, data de sua prisão cautelar.

Na mesma ação penal, o ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão. O petista foi sentenciado por supostamente supervisionar uma conta de R$ 10,2 milhões de propinas da Odebrecht, no âmbito de contratos entre construtora e a Petrobrás, entre 2008 e 2013, que servia para pagamentos dos marqueteiros das campanhas petistas, João Santana e Mônica Moura. Os valores serão bloqueados das contas de Palocci para ressarcir a estatal.

O petista teria interferido para que a estatal contratasse o Estaleiro Enseada Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht, da Petrobrás, pelo valor de R$ 28 milhões. A propina oriunda deste termo – 0,9% do valor total – teria sido distribuída entre diretores da Petrobrás, da Sete Brasil, e dois terços teriam ido parar na conta do Partido dos Trabalhadores, representado pelo então tesoureiro João Vaccari Neto. Delatores da Odebrecht ainda detalharam que a planilha “Programa Especial Italiano”, apreendida na empreiteira, se tratava de uma conta de propinas a Palocci.

Nesta ação penal, o executivo Rogério Araújo, da Odebrecht, e o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic foram absolvidos. Moro condenou, outras onze pessoas, além do ex-ministro petista e de Marcelo Odebrecht.

Ao condenar Marcelo, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que a efetividade da delação do empresário ‘não se discute’ e que ele prestou informações e forneceu provas relevantíssimas para relevantíssimas para Justiça criminal de um grande esquema criminoso’, apesar de salientar que ‘parte significativa de suas declarações demande ainda corroboração’.

Apesar de ressaltar o papel da delação de Marcelo, Moro, no entanto, considerou que ‘não cabe, porém, o perdão judicial’ ao considerar a ‘gravidade dos crimes praticados’ pelo executivo.

Dessa forma, o regime fechado foi fixado em dois anos e meio. O período é contado desde a data da efetivação de ‘sua prisão cautelar, 19/06/2015’. Depois, passará para o regime fechado diferenciado, com ‘recolhimento domiciliar integral e tornozeleira eletrônica’.

Em seguida, após a contagem de 5 anos, Marcelo deve cumprir dois anos e meio em regime semiaberto diferenciado, com ‘recolhimento domiciliar noturno, finais de semana e feriados, com prestação de serviços à comunidade por vinte e duas horas mensais durante o cumprimento da pena’. Os últimos dois anos e meio serão em regime aberto, fixou Moro.

Moro destacou que ‘se houver aprofundamento posterior da colaboração, com a entrega de outros elementos relevantes, a redução das penas pode ser ampliada na fase de execução’.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALESSANDRO SILVERIO, QUE DEFENDE ANTONIO PALOCCI
“Nós articularemos o devido termo de apelação, tendo em vista que não concordamos com os termos da sentença. Posteriormente, ao apresentarmos as razões de apelo, sustentaremos, como sustentado foi em sede de alegações finais, que os fatos narrados na denúncia, em relação ao ex-ministro, são fatos atípicos. Ou seja: continuaremos sustentando a inocência do ex-ministro quanto aos fatos que justificaram, na ótica do digno magistrado de piso, sua condenação”.
Palocci era o principal administrador da conta corrente geral de propinas, diz Moro

Palocci era o principal administrador da conta corrente geral de propinas, diz Moro

Na sentença em que impôs 12 anos e dois meses de prisão ao ex-ministro dos Governos Lula e Dilma, juiz da Lava Jato crava que petista deve continuar na prisão



Ao condenar Antônio Palocci a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz Sérgio Moro decidiu que o ex-ministro dos Governos Lula e Dilma (Fazenda e Casa Civil) deve continuar na prisão da Lava Jato. Moro atribui a Palocci ‘prática serial de crimes’.

Palocci foi preso em setembro de 2016 na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato.

Moro anotou na sentença que o Supremo Tribunal Federal já rejeitou liminar em habeas corpus do ex-ministro. “Com a prolação da sentença, reforçam¬se os pressupostos da preventiva”, destacou o juiz. “Não há mais somente boa prova de autoria e materialidade da prática de um crime. Há agora certeza, ainda que sujeita a eventual revisão em recursos.”

“Pelo que se depreende das decisões das instâncias recursais, a prisão está consentânea com os entendimentos das Cortes revisoras e superioras”, registra o magistrado.

“A prática serial de crimes graves, com afetação da integridade de pleitos eleitorais no Brasil e no estrangeiro, coloca em risco a ordem pública e constitui elemento suficiente para justificar a manutenção da preventiva”, assinala Moro.

O juiz observa que até agora sequestros de recursos decretados no âmbito da Lava Jato ‘não lograram a recuperação do total já repassado, de cerca de R$ 138 milhões’.

“Enquanto não houver recuperação integral do produto do crime, remanesce o risco de dissipação por sua submissão a novos atos de lavagem. Por outro lado, tratando¬se de crimes praticados subrepticiamente, no caso inclusive com utilização de contas secretas no exterior ou com transações vultosas em espécie no Brasil, não há como controlar as atividades do condenado através de medidas cautelares substitutivas.”

Moro ressalta que ‘o caso trata de macrocorrupção, envolvendo conta corrente geral de propinas entre o Grupo Odebrecht e agentes do Partido dos Trabalhadores, com cerca de duzentos milhões de reais acertados, cento e trinta e três milhões de reais repassados e um saldo de propina do remanescente’.

“Antônio Palocci Filho era o principal administrador da conta corrente geral de propinas”, afirma o juiz. “Embora os valores tenham sido utilizados com variados propósitos, parte substancial, inclusive a que é objeto específico da presente ação penal, foi utilizada para fraudar sucessivas eleições no Brasil, contaminando¬as com recursos provenientes de corrupção.”

O juiz aponta para a planilha de propinas e repasses ilícitos no âmbito de eleições no exterior. “Isso teria ocorrido nas eleições municipais de 2008 e na eleição presidencial de 2010. Dinheiro de propina administrada pelo condenado (Palocci) também teria sido utilizado, segundo a planilha, para fraudar eleições no estrangeiro, em El Salvador em 2008 e no Peru em 2011.”

“Outros valores teriam sido repassados até no mínimo 2014 com outros propósitos”, afirma o juiz, fazendo referência às revelações do publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010/2014).

“Destaque¬se depoimento de João Cerqueira de Santana Filho, de que repasses similares, administrados por Antônio Palocci Filho, já teriam ocorrido nas eleições presidenciais de 2006, embora não abrangidos pela planilha referida. Chama ainda a atenção o fato de que a planilha revela saldos de propinas ainda não pagas e que seriam repassadas não houvessem as prisões preventivas interrrompido a prática serial de crimes.”

“O que se tem, portanto, são provas de macrocorrupção, praticada de forma serial pelo condenado, com graves consequências, não só enriquecimento ilícito, mas também afetando a integridade de processos eleitorais no Brasil e no exterior por sucessivos anos”, alerta Sérgio Moro.

“O esquema criminoso que teria durado por anos foi interrompido somente com a prisão preventiva dos pagadores e recebedores de propinas”, segue o juiz.

Moro rechaçou quem ataca as prisões em série na Lava Jato. “Aos críticos de supostos excessos das prisões preventivas, é oportuno ressaltar esse aspecto, que foram elas, circunstanciadamente empregadas, que interromperam, como admitem os próprios criminosos, os pagamentos de propinas acertadas em esquemas criminosos da Petrobrás, da Sete Brasil e igualmente da conta corrente geral de propinas entre o Grupo Odebrecht e Antônio Palocci Filho.”

“Não fossem elas (as prisões), o Grupo Odebrecht e Antônio Palocci Filho estariam hoje discutindo acerca de novos repasses do saldo de sessenta e seis milhões de reais da conta corrente geral de propina”, adverte o magistrado.